Saúde

Projeto de Massafera faz justiça com nome de Bueno de Andrada

Roberto Massafera e Jeferson Yashuda

Projeto de lei (715/2018) do deputado estadual Roberto Massafera pacifica uma dúvida sobre a grafia correta do nome do distrito de Araraquara, Bueno de Andrada, com a letra “A” no final. A iniciativa da proposta é do Memorial da Câmara Municipal que encontrou uma sucessão de equívocos legislativos nos turbulentos anos da década de 1930 e que perdura até hoje.

A história mostra que o então distrito de paz de Itaquerê foi criado em dezembro de 1924. Em maio de 1937, seu nome foi alterado para Bueno de Andrada. Dois meses depois, em julho de 1937, foi publicado o decreto confirmando a alteração de nome, porém com um erro: “Bueno de Andrade”.

Em janeiro de 2006, uma reforma legislativa revogou inúmeros dispositivos legais no Estado, incluindo a lei de maio de 1937 que constava o nome correto, Bueno de Andrada. O projeto de Massafera simplesmente restabelece a vigência dessa lei. Esse resgate histórico foi feito pelo Memorial da Câmara Municipal de Araraquara a cargo da servidora Sílvia Gustavo.

Bueno de Andrada – Em ofício encaminhado ao deputado Massafera, o presidente da Câmara Municipal de Araraquara, Jeferson Yashuda, destaca que o distrito de Bueno de Andrada possui cerca de 2 mil moradores, a grande maioria (80%) nos assentamentos rurais ao redor.

Seu núcleo urbano concentra uma dezena de quadras, a estação de trem e a praça. Abriga um centro gastronômico famoso pelas “coxinhas douradas”. Sua exposição nacional deve-se ao escritor araraquarense Ignácio de Loyola Brandão que, em 2001, escreveu sobre o distrito e sua culinária em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo.

Personagem – Antônio Manuel Bueno de Andrada, personagem da história política nacional, é quem empresta seu nome ao distrito de Araraquara. Bueno de Andrada foi um engenheiro civil, deputado estadual, federal e senador por São Paulo que viveu entre 1857 e 1941.

Nascido no berço de uma família ativista, tios e avós do republicano e abolicionista Bueno de Andrade tiveram destaque na defesa do processo de emancipação do Brasil de Portugal.

Formado em engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, então capital do Império em 1879, Bueno de Andrada defendia a república e a abolição da escravatura em textos publicados em jornais da época.

Na carreira profissional, trabalhou em projetos de saneamento e em linhas férreas. Foi engenheiro na estrada norte de São Paulo com passagens por Araraquara (SP), Bragantina (SP) e na central do Brasil, no Rio de Janeiro.

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