Saúde

CPI da Fosfoetanolamina ouve membros da FURP e PDT-Pharma

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O deputado estadual Roberto Massafera presidiu ontem (6) a sexta reunião da CPI da fosfoetanolomina instalada na Assembleia Legislativa de São Paulo com a finalidade de apurar as razões que motivam o Estado a interromper as pesquisas para a liberação da substância fosfoetanolamina sintética, produzida por cientistas no Campus da USP de São Carlos e considerada uma aliada no combate ao câncer.

Para ser ouvidos pelos deputados que integram da CPI foi convidado o Sergio Perussi, funcionário da PDT-Pharma, o laboratório que produziu a fosfoetanolomina sintética utilizada nas pesquisas que estavam sendo realizadas no ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).

Para esta reunião também estavam convocados Gidel Soares, farmacêutico e responsável técnico da FURP (Fundação para o Remédio Popular) de Guarulhos; e Célio Joaquim Paz, chefe de transporte na FURP. Eles compareceram e prestaram os esclarecimentos solicitados pelos deputados.

Sérgio Peruzzi, representante do PDT Pharma, esclareceu que a produção da substância foi acompanhada por Salvador Claro Neto, professor da USP de São Carlos. Informou ainda que após a produção, a substância foi encaminhada à FURP para encapsulamento.

Na FURP, o farmacêutico Gidel Soares esclareceu que o encapsulamento da fosfoetanolamina exigiu a adição de incipientes ao produto,  processo que foi feito respeitando as práticas adequadas.

O chefe de transporte da FURP, Célio Joaquim Paz, garantiu que a substância foi encaminhada ao ICESP dentro dos padrões adotados pela FURP para o transporte de medicamentos.

O deputado Roberto Massafera esclareceu que o principal objetivo da reunião era rastrear a produção da fosfoetanolamina desde sua fabricação no PDT Pharma, passando por seu encapsulamento na FURP, até a sua entrega ao ICESP.

O Instituto do Câncer iniciou os testes clínicos com a substância em julho de 2016, mas os interrompeu precocemente em março de 2017. O parlamentar espera que nas próximas sessões da CPI sejam ouvidos os pesquisadores do ICESP e outras autoridades médicas da área de combate ao câncer.

Texto e foto: Ary Costa Pinto

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